terça-feira, 21 de setembro de 2010

O Homem de dedos amarelos

O homem dos dedos amarelos, apesar de seu contínuo sorriso e aparente simpatia, não era bem aceito pelos outros.
Diziam eles que o homem de dedos amarelos sofria algum tipo de mutação. Tinham certeza de que era uma deficiência.
Não importa o quão burro eles eram e o quão inteligente o homem de dedos amarelos provava ser, ainda o caçoavam e excluíam como se fosse a própria escória da sociedade.
O que o homem de dedos amarelos possuía de verdade, nada tinha a ver com mutação ou deficiência. Não. Ele possuía, na verdade, uma característica das mais normais entre os homem desse mundo.
Ele possuía uma paixão, uma paixão tão forte e verdadeira, que encontrava com sua amada diariamente. Até que um dia ela lhe pediu, sem dar mais explicações, para que deixasse seus dedos amarelos, e ele deixou sem hesitar.
Ela não pedia mais, e ele mantinha a cor de seus dedos amarela, simplismente por amar ela.
A paixão do homem de dedos amarelos era tão significativa para ele, que um dia ele parou de se importar com os outros.

E a história se repete ainda hoje, os homens de dedos amarelos são tratados com desprezo, mas não dão a mínima, pois estão tão cegos de paixão que seus olhos já perderam todo o branco que alguma dia existiu ali.

Mas quem pode culpá-los de sua paixão ? Só quem amarela seus dedos com o avermelhar do verde sabe do que estou falando.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

When the music is over

Well man, look...

I just don't know, but there is no magic anymore, the dream is more dead than never, and i don't have a clue about it.

But, no regrets or bad fellings, I'm over. In fact, it happened so naturally that such toughts never crossed my mind

Now I'm over with the talking, I'm gonna rest, because the only thing this experience gave to me was a fuck headache.


The show is over, turn the fucking ligts out.

sábado, 14 de agosto de 2010

Realidade é para idiotas.

Sanidade também.

Prisão nova, parecia um zoológico, nada além do comum.
Depois de algumas horas, fui inicializado...
Botei tudo para fora, afinal, daqui a 6 meses não ouvirão mais meu nome no dia a dia.
Posso ser quem eu quiser pela primeira vez, e decidi chutar o balde.

Porque não ?

Ao contar meu histórico, mais seres, desses esquisitos que habitam uma prisão, se aproximaram.
Mas um sorriso se destacou entre os outros animais, era um sorriso bonito e tímido, que mais tarde revelara nenhuma timidez...

E que era para mim. Alguns irão dizer que não, que estou vendo coisas e não devo estar longe de uma internação.

Mas esses são os idiotas que preferem a realidade à doce e linda loucura. Que deus tenha pena deles... ou não.

Se era pra chutar o balde, que seja para quebar vidraças. Fui em frente e contei meu "crime" maior.(De novo essa pessoas sãs, se espantam com coisas tão bobas !)

E a partir daí, os sorrisos e olhares cessaram, e um sentimento de decepção se instalou no rosto daquela bela criatura...

E foi assim que não terminou, me resta saber se estou louco ou não, e pela primeira vez desejo não estar.

Não seria esse o indício de alguma loucura ?

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Maníaco Depressivo.

Ah, lá vem ela de novo, toda elegante e atraente...

Não posso dizer quem é, né ? Estragaria toda a surpresa. Mas as pessoas já estão começando a descobrir, e isso é bom.

Não ?

Um dos porquês que mais me atrai é seu poder, o poder de mudar vidas, o poder de criar situações de incontáveis variáveis, o poder de terminar. E tudo isso com o mesmo esforço e velocidade de um simples estalar de dedos.

Ah... Suspiro aliviado em saber que quando quiser, ela está lá, a minha espera, pois é essa outra de suas qualidades: A total liberdade, o total controle que você ganha, sobre algo tão poderoso e temido, e nada nem ninguém consegue tirar isso de você, pois no momento que o bilhete gelado estiver em suas mãos, não será preciso sequer um estalar de dedos, basta uma pequena contraçãozinha e, com o mesmo esforço e velocidade do estalar de dedos, o bilhete te levará para onde quer você queira.

Apesar de ser uma de suas maiores qualidades, também é um de seus piores defeitos, pois sempre saberei que ela está lá, e a tentação também.

Resta saber, por quanto tempo aguentarei...

Será ?

sábado, 17 de julho de 2010

Pelanóia.

Meus amigos, desculpe-lhes perguntar, é um assunto delicado e muito chato, mas hei de perguntar mesmo assim.
Quantos de vocês já não tiveram um momento de terrível paranóia ? Um tão grande que ao andar na rua, você vira-se e se depara com sua sombra lhe perseguindo ? E a parte que o faz extremamente perigoso e detestável ainda há de chegar. Quem nunca, de tanto pensar, e de tão rápido pensar, não conseguiu pegar uma idéia, um sonho, uma paixão, algo de sua cabeça, e em milésimos de segundos desmontar tudo em mil partes e diagnosticar cada uma delas com um erro ? E não fez isso apenas uma vez, mas várias, e por quantidades de tempo em que acaba-se desmontando praticamente tudo nas menores partes possíveis, e marcando cada uma delas como um erro astrônomico ? Isso é realmente perigoso meus amigos, e peço-lhes perdão por ter feito relembrarem-se de terrível momento, mas o fiz, pois uma descoberta de imensa importância acabei de realizar.
Não, não há cura para o terrivel momento preto e branco. Qualquer utilidade dada a você será estraçalhada com um terror de imensa velocidade e potência.
Mas trago comigo, um outro tipo de momento, imensamente prazeroso de tão raro que é. Chamo-a de Pelanóia. Ao invés de darmos o momento para a nóia, atacamos ela, deixamos que o momento seja dado pela nóia.
Não, não me entendam errado, a nóia nos dá a capacidade de pensarmos intensamente, mas se dermos o momento para ela, ela fará o momento à sua maneira. Porém, o que poucos sabem, é que se conseguirmos com que ela dê o momento pela gente, ficamos com tudo, e nada sobra para a nóia. Fazemos o momento a nossa maneira, exatamente como queremos.
Pegamos cada idéia, sonho, paixão, fruto de algum pensamento, e ampliamos em toneladas de acertos, em uma quantia de orgulho tão grande e satisfatória, que não há outra, a não ser a reação a mais primitiva a uma massante dose de felicidade, o sorriso. Não há o que fazer, a não ser sorrir consigo mesmo, quando se está acertando tudo o que fez, quando se está no seu caminho, quando se está orgulhoso de estar vivendo e sentindo cada batida de seu coração. É a felicidade em uma de suas formas mais brutas e intensas.

Porém queridos leitores, tenho de lembra-los, que assim como a paranóia, a pelanóia não é de toda razão. Paranóia é o turvamento da razão, o escurecimento da mesma. Pelanóia é a elucidação, o esclarecimento da mesma. De qualquer maneira você voltará ao normal, mas você não irá querer se importar com isso durante qualquer uma delas. Então, se sofreres, que termine logo, se curtires, que termine com uma boa dormida depois de uma intensidade de emoções e descobertas.

Pai.

Sempre que o encontro, não há sorriso no rosto. Sua indiferença faz-se notar, e seu desprezo ressalta a personalidade desse ser. Quantos olhares decepcionados já não dei, ao olhar para o chão ? Por quantas vezes, não me pergunto qual o motivo de minha presença em sua companhia ?

Mas nessas horas, permito-me lembrar de que há uma resposta, uma resposta colossalmente melhor, em comparação as ruins. Lembro-me que após um tempo, um sorriso verdadeiro e sincero, brota de seu rosto, e aí perco todo o medo, toda sua indiferença some, e toda a paranóia torna-se pelanóia. Lembro-me então que cansamos de concordar, sem nem precisar ouvir algo. lembro-me também que cada plano que orquestramos e contamos, coincidem com nossa vontade, e não há alguma dúvida que o realizaremos.

Porque sentados na sala, conversando, somos os dois estranhos mais normais do mundo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

SMFC

Ok, era muito mais fácil quando se decidiu que não era mais necessário decidir. Sim, eu estou falando de faculdade. Bem, quero dizer, após um tempo eu decidi realmente fazer uma, e adivinha só ? Reclamaram cara... Isso me lembra de uma síndrome que ouvi falar, a Síndrome do Membro Fantasma, que é basicamente quando alguém perde um membro do corpo em algum acidente e ainda sente como se o braço ou perna ainda estivesse ali.

Andei pensando, e cheguei a conclusão de que muitos seres humanos sofrem de uma síndrome muito parecida, a Síndrome de Falta de Contetamento Constante.


Quer dizer, seu pai e sua mãe nunca ficarão satisfeito com as escolhas que você tomar. Não culpem os pais, quer dizer, culpe-os sim, mas não esqueça de dividir a culpa entre professores, parentes, amigos, e a quem mais doer.

Não é tão ruim assim, é péssimo. Não importa o quanto você melhore, há sempre algo mais.

Pai: "Er, filho, como vai ? já pensou no que vai fazer ? Quer dizer, na sua idade eu também não sabia o que fazer, mas não importa o que decidir, escolha o que você quiser, não se sinta pressionado por ninguém, a vida é sua e de ninguém mais. Mas que seja federal pelo menos."

Filho:"Ah, que ótimo ! Pois eu estava realmente pensando em fazer astronomia na UFRJ! É bom saber que agora que eu já escolhi o quero fazer da vida, você me apoia não importa o que. !"

Pai:"Astronomia filho ? Isso não tem futuro, não dá dinheiro. Porque não direito ? Você ia se dar super bem ! É, isso, tira essa idéia da cabeça, começa a pensar direito em algo melhor para você, pois você sabe né filhão, eu só quero o seu bem."


Pois é, não importa o quanto você se esforce, eles nunca ficarão satisfeitos o suficiente. Sempre faltará algo que você deverá fazer para agradar, e quando o fizer, se prepare: Um tapinha nas costas e "Você não está usando todo seu potencial, mas estou orgulhoso do mesmo jeito".


A minha saída é: Mande todos a la merde.


Não agrade seus pais ou outras pessoas, eles vão morrer mesmo. Mas você vai continuar vivinho da silva no seu emprego infeliz que só serviu para dar presentes mais caros, para pessoas que nunca se contentarão, pois não conseguem, estão sempre querendo mais e mais.


De novo, A la merde !